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Jurisprudência

Como o TJCE decide a previdência privada (VGBL e PGBL)

Por Lucas Monteiro de Araújo Magalhães, advogado, OAB/CE 49.312Fortaleza/CE, atuação nacionalAtualizado em 16/10/2026
Resposta diretaNos 23 acórdãos do TJCE da nossa base sobre previdência aberta, 10 foram favoráveis ao participante ou beneficiário, 4 em parte e 9 desfavoráveis. Os padrões mais firmes: VGBL fora do inventário e sem ITCMD, salvo uso como investimento; ganho do consumidor quando falta contrato ou informação; derrota quando não há prova mínima ou o contrato informava os riscos.

A base e como ler os números

Reunimos acórdãos do TJCE sobre VGBL, PGBL e pecúlio de entidades abertas, com decisões do STJ e do TJSP. Os casos de entidades fechadas (fundos de pensão) ficaram de fora, porque não são relação de consumo (Súmula 563 do STJ). No tema do inventário, o resultado é classificado do ponto de vista do herdeiro que pedia a inclusão do VGBL; por isso o VGBL mantido fora do inventário aparece como desfavorável.

ResultadoAcórdãos do TJCE
Favorável10
Em parte4
Desfavorável9
Total23

O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas de previdência complementar, não incidindo nos contratos previdenciários celebrados com entidades fechadas.

Súmula 563 do STJ, enunciado (STJ). Conferido em 16/10/2026.

Inventário e ITCMD

O TJCE trata o VGBL como seguro: os beneficiários recebem diretamente, e a fraude à legítima vai para ação própria. As Câmaras de Direito Público afastaram o ITCMD cobrado pelo Estado do Ceará. O STJ admite a exceção do VGBL usado como investimento.

Desfavorável ao segurado
TJCE · 2ª Câmara de Direito Privado · Agravo de Instrumento nº 3005738-65.2026.8.06.0000 · julgado em 14/10/2026

VGBL de R$ 411 mil não entra no inventário; fraude à legítima vai às vias ordinárias

Um herdeiro menor pediu, no inventário, que a beneficiária de um plano VGBL depositasse R$ 411.790,15 e que o valor entrasse no monte partilhável, alegando fraude à legítima por aporte único próximo ao falecimento. A Câmara afirmou que o VGBL tem, em regra, natureza securitária e que os beneficiários recebem diretamente, sem inventário. Considerou que o aporte expressivo perto da morte, isoladamente, não descaracteriza essa natureza. Manteve a decisão e remeteu a discussão sobre fraude às vias ordinárias.

"O VGBL possui, em regra, natureza jurídica securitária, submetendo-se às normas aplicáveis aos seguros de pessoas."
Favorável ao segurado
TJCE · 3ª Câmara de Direito Público · Apelação / Remessa Necessária nº 0224933-42.2022.8.06.0001 · julgado em 11/03/2024

VGBL não é herança: Estado não pode cobrar ITCMD dos beneficiários

Beneficiários de plano VGBL impetraram mandado de segurança preventivo contra a cobrança de ITCMD pelo Estado do Ceará. A Câmara rejeitou a preliminar de inadequação da via, por haver atos concretos. Afirmou a natureza securitária do VGBL (Circular Susep nº 339/2007, art. 2º, I) e que ele não é herança (art. 794 do Código Civil). Afastou a incidência do imposto prevista na lei e no decreto estaduais e manteve a segurança.

"REMESSA NECESSÁRIA E APELAÇÃO CÍVEL. CONSTITUCIONAL E PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. PRELIMINAR DE INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. AFASTADA. PLANO VGBL. NATUREZA SECURITÁRIA. ART. 2º, INCISO I, DA CIRCULAR Nº 339/2007 DA SUSEP. NÃO DEVE SER CONSIDERADO HERANÇA. ART. 794, DO CÓDIGO CIVIL. IMPOSSIBILIDADE DE INCIDÊNCIA DO ITCMD."
Favorável ao segurado
TJCE · 3ª Câmara de Direito Público · Apelação / Remessa Necessária nº 0272098-56.2020.8.06.0001 · julgado em 24/11/2025

ITCMD não incide sobre VGBL recebido por beneficiários (Tema 1214 do STF)

Beneficiários de plano VGBL contratado pela falecida impetraram mandado de segurança preventivo contra a cobrança de ITCMD. A Câmara de Direito Público manteve a segurança. Afirmou a natureza securitária do VGBL (art. 794 do Código Civil) e aplicou o Tema 1214 do STF, concluindo pela inexistência de fato gerador. Registrou que caberia ao Fisco provar dissimulação, o que não ocorreu.

"- O mandado de segurança é via adequada para discutir ato de efeitos concretos decorrente da aplicação de legislação tributária estadual, quando não há necessidade de dilação probatória, nos termos do art. 5º, LXIX, da CF e do art. 1º da Lei nº 12.016/2009."
Favorável em parte
STJ · Quarta Turma · Recurso Especial nº REsp 2.004.210/SP · julgado em 07/03/2023

VGBL usado como investimento entra no inventário, por exceção

Discutia-se se valores aplicados em VGBL devem compor a herança. A Quarta Turma afirmou que, como regra, o VGBL tem natureza preponderante de seguro. Mas, na hipótese excepcional em que ficar evidenciado o uso como investimento, antes da conversão em renda, os valores devem ser trazidos à colação e partilhados.

"Na hipótese excepcional em que ficar evidenciada a condição de investimento de plano de previdência privada complementar aberta, operado por seguradora autorizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), os valores devem ser trazidos à colação no inventário, como herança, devendo ainda ser objeto da partilha, desde que antes (...)"
Favorável ao segurado
STJ · Segunda Turma · Recurso Especial nº REsp 1.961.488/RS · julgado em 16/11/2021

Valores de VGBL recebidos pelo beneficiário não sofrem ITCMD

O beneficiário recebeu os valores de plano VGBL após a morte do segurado e o Estado pretendia cobrar o imposto sobre a transmissão. A Segunda Turma acolheu a natureza de seguro de vida do VGBL, conforme a Susep e a jurisprudência da Quarta Turma. Concluiu que esses valores não integram a base de cálculo do ITCMD.

"O seguro de vida VGBL não integra a base de cálculo do ITCMD."

Aporte sem contrato e falta de informação

O consumidor ganha quando o banco não apresenta contrato do aporte ou do plano, quando a migração ou a portabilidade foi feita sem informação clara e quando o resgate foi travado por exigências sucessivas.

Favorável ao segurado
TJCE · 1ª Câmara de Direito Privado · Apelação Cível nº 3002895-30.2025.8.06.0173 · julgado em 17/09/2026

"Aporte VGBL" de R$ 30 mil sem contrato: restituição e dano moral de R$ 10 mil

A consumidora teve descontado de sua conta R$ 30.000,00 sob a rubrica "Aporte VGBL", sem ter contratado. A instituição não apresentou o instrumento contratual. A Câmara reconheceu falha na prestação do serviço e manteve a inexistência do negócio, a restituição conforme a modulação do EAREsp 676.608/RS e o dano moral, considerando a expressividade do valor subtraído.

"A atividade bancária se submete às normas do Código de Defesa do Consumidor, e a instituição financeira deve comprovar a regularidade da relação contratual quando o consumidor impugna os descontos realizados em sua conta."
Favorável ao segurado
TJCE · 3ª Câmara de Direito Privado · Apelação Cível nº 0269411-04.2023.8.06.0001 · julgado em 19/08/2026

Migração para "Plano Melhor" que suprimiu aposentadoria é nula; contribuições voltam

Após décadas contribuindo para plano com aposentadoria, a participante foi levada a migrar para o "Plano Melhor", que suprimiu esse benefício. A sentença julgou improcedente. A Câmara aplicou o CDC (Súmula 563 do STJ) e entendeu que a assinatura em termo genérico não supre o consentimento informado exigido para tamanha renúncia (art. 6º, III, do CDC). Declarou nula a migração e condenou à restituição integral das contribuições e ao dano moral.

"A migração entre planos de previdência privada que suprime benefício fundamental de aposentadoria, sem o consentimento prévio, expresso e inequivocamente informado do consumidor sobre a perda de direitos, configura prática abusiva por violação ao dever de informação (art. 6º, III, CDC) e à boa-fé objetiva."
Favorável ao segurado
TJCE · 2ª Turma Recursal · Recurso Inominado nº 3001197-89.2022.8.06.0012 · julgado em 04/11/2024

Portabilidade de previdência sem informação clara: valores voltam e dano moral

O consumidor fez a portabilidade de plano de previdência privada sem receber informação clara e adequada sobre a operação. A Turma Recursal reconheceu vício de vontade e falha no dever de informação. Condenou a entidade a restituir o valor perdido, para retornar as partes ao estado anterior, e a pagar dano moral.

"RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. PORTABILIDADE DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. AUSÊNCIA DE INFORMAÇÃO CLARA E ADEQUADA. VÍCIO DE VONTADE. DANOS MATERIAIS E MORAIS CONFIGURADOS. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO."
Favorável ao segurado
TJCE · 3ª Câmara de Direito Privado · Apelação Cível nº 0161597-69.2019.8.06.0001 · julgado em 12/03/2026

Exigências sucessivas para negar resgate de previdência geram dano moral

O segurado pediu o resgate das contribuições do plano de previdência privada e enfrentou negativas administrativas por cerca de cinco meses, com exigências documentais sucessivas. A Câmara reconheceu o interesse de agir pela resistência, aplicou o CDC e viu violação à boa-fé objetiva e abuso de direito. Manteve a restituição dos valores e o dano moral, ajustando de ofício a base dos honorários.

"O interesse de agir está configurado quando demonstrada a resistência da parte contrária à pretensão deduzida, evidenciada por sucessivas negativas administrativas ao pedido de resgate formulado pelo segurado ao longo de aproximadamente cinco meses."

Onde o consumidor perde

Perde quando o contrato informava a ausência de garantia de rentabilidade, quando não há prova mínima do erro alegado e quando a demora decorre de bloqueio judicial. O pecúlio em repartição simples não admite resgate.

Desfavorável ao segurado
TJCE · 5ª Câmara de Direito Privado · Apelação Cível nº 3002345-92.2025.8.06.0154 · julgado em 13/08/2026

Resgate antecipado de VGBL com perda: contrato informou riscos, sem indenização

O consumidor aplicou R$ 100.000,00 em VGBL indicado pelo banco e, no resgate antecipado, recebeu menos do que investiu. Pediu R$ 3.712,73 de danos materiais e dano moral. A Câmara verificou que o contrato informava a natureza de longo prazo e a ausência de garantia de rentabilidade, conforme regulamento aprovado pela Susep. Sem prova de que o gerente garantiu retorno, a perda foi atribuída à oscilação de mercado. A improcedência foi mantida.

"6. Apelação conhecida e desprovida. Sentença mantida. 7. Tese de julgamento: "1. O contrato de previdência complementar aberta VGBL, ao explicitar a natureza do investimento, a inexistência de garantia de rentabilidade e os riscos de oscilação de mercado, cumpre o dever de informação do CDC, sendo ônus do consumidor demonstrar"
Desfavorável ao segurado
TJCE · 4ª Turma Recursal · Recurso Inominado nº 3001890-03.2023.8.06.0024 · julgado em 10/03/2026

Portabilidade de previdência: sem prova mínima do erro, pedido é negado

A autora alegou que, na portabilidade de sua previdência privada de um banco para outro, o banco réu encerrou o tempo de contribuição anterior e abriu nova previdência sem explicações. Pediu danos materiais, dano moral de R$ 30.000,00 e R$ 10.000,00 por desvio produtivo. A Turma Recursal afirmou que a inversão do ônus não dispensa prova mínima dos fatos e manteve a improcedência.

"RECURSO INOMINADO. DIREITO DO CONSUMIDOR. PREVIDÊNCIA PRIVADA. PORTABILIDADE. ALEGAÇÃO DE FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO E PERDA DO TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. AUSÊNCIA DE PROVA MÍNIMA DOS FATOS CONSTITUTIVOS DO DIREITO. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. IMPOSSIBILIDADE DE EXONERAÇÃO PROBATÓRIA TOTAL. DANOS MORAIS E DESVIO PRODUTIVO. NÃO CONFIGURAÇÃO."
Desfavorável ao segurado
TJCE · 1ª Turma do Núcleo de Justiça 4.0 - Direito Privado · Apelação Cível nº 0204088-52.2023.8.06.0001 · julgado em 02/10/2025

VGBL pago após desbloqueio judicial: sem ato ilícito, autor arca com sucumbência

A sentença condenou a instituição a pagar ao beneficiário o VGBL de R$ 1.415.283,51 líquidos. O pagamento foi feito administrativamente em 01/04/2024, depois do desbloqueio judicial dos valores. A Turma reconheceu a perda superveniente do objeto quanto ao pagamento e afirmou que não houve ato ilícito, porque a demora decorreu de ordem judicial de bloqueio. Afastou correção e juros e, pela causalidade, atribuiu ao autor as custas e os honorários.

"O pagamento administrativo do valor da previdência privada, realizado em 01/04/2024, após desbloqueio judicial, acarreta a perda superveniente do objeto da demanda quanto ao pedido de condenação da ré ao pagamento do seguro."
Desfavorável ao segurado
TJCE · 2ª Turma Recursal · Recurso Inominado nº 3000172-08.2021.8.06.0002 · julgado em 29/03/2023

Pecúlio em regime de repartição simples tem natureza de seguro: sem resgate

O autor pediu a inexistência do contrato com entidade aberta de previdência complementar, repetição do indébito e dano moral, buscando reaver as contribuições. A Turma Recursal entendeu que o plano de pecúlio, estruturado em repartição simples, custeia o risco de morte a que a pessoa ficou exposta. Por ter natureza de seguro, não admite resgate. O recurso da entidade foi provido e o do autor ficou prejudicado.

"RECURSOS INOMINADOS. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE CONTRATO C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO E REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS. ENTIDADE ABERTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA ESTRUTURADA NO REGIME FINANCEIRO DE REPARTIÇÃO SIMPLES DO PLANO DE PECÚLIO. IMPOSSIBILIDADE DE RESGATE."

Bloqueios, curatela e disputas familiares

Uma parte relevante dos acórdãos não discute o direito ao plano, mas quem pode movimentá-lo. Em disputas sobre procuração pública, o TJCE manteve e até restabeleceu bloqueios de valores de VGBL e de outros planos, aplicando a preclusão e reconhecendo o interesse da própria administradora em pedir cautela. Em favor de idosa interditada, manteve o cancelamento do VGBL pedido pela curadora com alvará, com restituição dos descontos.

Favorável ao segurado
TJCE · 4ª Câmara de Direito Privado · Agravo de Instrumento nº 3008826-48.2025.8.06.0000 · julgado em 25/08/2026

Liminar que bloqueou 25% da previdência não pode ser revogada sem fato novo

O autor de ação anulatória de procuração pública obteve liminar de bloqueio de valores de plano de previdência privada, depois referendada pela Câmara. O juízo de origem revogou a liminar e mandou devolver os valores ao réu. A Câmara aplicou a preclusão pro judicato (art. 505 do CPC), cassou a decisão e restabeleceu o bloqueio judicial de 25% dos valores do plano.

"A preclusão pro judicato, prevista no art. 505 do CPC, veda a reapreciação de questão já decidida na mesma lide, especialmente quando a decisão anterior foi referendada pelo Tribunal em recurso próprio, somente sendo admissível nova deliberação diante de relevante alteração do contexto fático superveniente."
Favorável em parte
TJCE · 6ª Câmara de Direito Privado · Apelação Cível nº 3041705-08.2025.8.06.0001 · julgado em 29/04/2026

Banco deve cancelar VGBL de idosa interditada a pedido da curadora

Uma idosa com Alzheimer em estágio avançado, interditada judicialmente, tinha plano VGBL com descontos mensais de cerca de R$ 642,27 em conta. O banco recusou o cancelamento pedido pela curadora com alvará judicial. A Câmara manteve o cancelamento, a vedação de novos descontos e a restituição, reconhecendo falha na prestação do serviço. Afastou o dano moral, pois a renda mensal de cerca de R$ 15.000,00 não foi comprometida e houve restituição administrativa de R$ 44.621,69.

O dano moral aparece de forma irregular: foi concedido no aporte de R$ 30.000,00 sem contrato (R$ 10.000,00), no resgate travado por exigências (R$ 5.000,00), no PGBL Júnior com benefício de risco (R$ 10.000,00) e na portabilidade sem informação (R$ 2.000,00); foi negado na curatela, no recálculo da reserva e no bloqueio judicial.

Lacunas que é honesto apontar

  • Poucos casos de PGBL; nenhum sobre PGBL no inventário ou ITCMD no PGBL.
  • Nenhum acórdão sobre taxa de carregamento.
  • Nenhum acórdão sobre previdência privada e divórcio na base.
  • Nenhum acórdão do TJCE aplica a Lei 15.040 à previdência; o TJSP citou o art. 116 em 2026.
  • As normas da Susep sobre prazos de portabilidade e de pagamento ao beneficiário não constam da nossa base verificada.

Veja o hub previdência privada e as páginas VGBL entra no inventário e paga ITCMD? e resgate de previdência negado ou bloqueado.

Todas as 27 decisões verificadas do tema

Vgbl (3)

Vgbl itcmd (3)

Vgbl inventario (2)

Pgbl (2)

Vgbl aporte nao contratado (2)

Vgbl bloqueio (2)

Vgbl resgate (2)

Portabilidade (2)

Vgbl beneficiario (2)

Peculio (2)

Migracao de plano (1)

Vgbl reserva (1)

Vgbl cancelamento (1)

Resgate negado (1)

Previdencia penhora (1)

Perguntas frequentes

O TJCE manda o VGBL para o inventário?

Em regra não. Nas decisões da base, os beneficiários recebem diretamente, e a fraude à legítima vai para ação própria.

Há decisão do TJCE sobre ITCMD no VGBL?

Sim. As Câmaras de Direito Público afastaram a cobrança pelo Estado do Ceará.

Quer entender como esses precedentes se aplicam à sua situação?

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Conteúdo de caráter informativo, em conformidade com o Provimento nº 205/2021 da OAB. Não constitui promessa de resultado. Cada caso depende dos documentos e é analisado individualmente.

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